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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Racismo

Racismo

O racismo é a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz racial. A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade.

Filosofia

O racismo é um preconceito contra um “grupo racial”, geralmente diferente daquele a que pertence o sujeito, e, como tal, é uma atitude subjectiva gerada por uma seqüência de mecanismos sociais.

Um grupo social dominante, seja em aspectos econômicos ou numéricos, sente a necessidade de se distanciar de outro grupo que, por razões históricas, possui tradições ou comportamentos diferentes. A partir daí, esse grupo dominante constrói um mito sobre o outro grupo, que pode ser relacionado à crença de superioridade ou de iniqüidade.

Nesse contexto, a falta de análise crítica, a aceitação cega do mito gerado dentro do próprio grupo e a necessidade de continuar ligado ao seu próprio grupo levam à propagação do mito ao longo das gerações. O mito torna-se, a partir de então, parte do “status quo”, fator responsável pela difusão de valores morais como o "certo" e o "errado", o "aceito" e o "não-aceito", o "bom" e o "ruim", entre outros. Esses valores são aceitos sem uma análise onto-axiológica do seu fundamento, propagando-se por influência da coerção social e se sustentando pelo pensamento conformista de que "sempre foi assim".

Finalmente, o mecanismo subliminar da aceitação permite mascarar o prejuízo em que se baseia a discriminação, fornecendo bases axiológicas para a sustentação de um algo maior, de posturas mais radicais, como as atitudes violentas e mesmo criminosas contra membros do outro grupo.

Convém ressaltar que o racismo nem sempre ocorre de forma explícita. Além disso, existem casos em que a prática do racismo é sustentada pelo aval dos objetos de preconceito na medida que também se satiriza racialmente e/ou consente a prática racista, de uma forma geral. Muitas vezes o racismo é conseqüência de uma educação familiar racista e discriminatória.

História do Racismo


Ver artigo principal: História do racismo


O racismo tem assumido formas muito diferentes ao longo da história. Na antiguidade, as relações entre povos eram sempre de vencedor e cativo. Estas existiam independentemente da raça, pois muitas vezes povos de mesma matriz racial guerreavam entre si e o perdedor passava a ser cativo do vencedor, neste caso o racismo se aproximava da xenofobia. Na Idade Média, desenvolveu-se o sentimento de superioridade xenofóbico de origem religiosa.

Quando houve os primeiros contatos entre conquistadores portugueses e africanos, no século XV, não houve atritos de origem racial. Os negros e outros povos da África entraram em acordos comerciais com os europeus, que incluíam o comércio de escravos que, naquela época, era uma forma aceite de aumentar o número de trabalhadores numa sociedade e não uma questão racial.

No entanto, quando os europeus, no século XIX, começaram a colonizar o Continente Negro e as Américas, encontraram justificações para impor aos povos colonizados as suas leis e formas de viver. Uma dessas justificações foi a ideia errônea de que os negros e os índios eram "raças" inferiores e passaram a aplicar a discriminação com base racial nas suas colônias, para assegurar determinados "direitos" aos colonos europeus. Àqueles que não se submetiam era aplicado o genocídio, que exacerbava os sentimentos racistas, tanto por parte dos vencedores, como dos submetidos.

Os casos mais extremos foram a confinação dos índios em reservas e a introdução de leis para instituir a discriminação, como foram os casos das leis de Jim Crow, nos Estados Unidos da América, e do apartheid na África do Sul.

Formas de racismo

Século XIX - explicação "científica"

No século XIX houve uma tentativa científica para explicar a superioridade racial através da obra do conde de Gobineau, intitulada Essai sur l'inégalité des races humaines (Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas). Nesta obra o autor sustentou que da raça ariana nasceu a aristocracia que dominou a civilização européia e cujos descendentes eram os senhores naturais das outras raças inferiores.


Racismo nos Estados Unidos da América

Nos Estados Unidos da América, o racismo chega a extremos contra os negros, índios, asiáticos e latino-americanos, em especial no sul do país. Até 1965, existiam leis, como as chamadas leis de Jim Crow, que negavam aos cidadãos não-brancos toda uma série de direitos. Além disso, muitos negros foram linchados e queimados vivos sem julgamento, sem que os autores destes assassinatos fossem punidos, principalmente pelos membros de uma organização, a Ku Klux Klan, que defendia a “supremacia branca”. Essa organização-seita ainda existe naquele país, alegadamente para defender a liberdade de expressão e liberdade de ofensa daquele grupo social.

Estes factos levaram a movimentos racistas por parte dos negros, como o "Black Power" (em português, “Poder Negro”) e a organização "Nation of Islam", a que pertenceu Malcolm X, e o reaparecimento de movimentos intitulados de sociedades secretas asiáticas na Ásia.

O nazismo



Alemanha nazista: "Não compre dos Judeus!".


Em 1899, o inglês Houston Stewart Chamberlain, chamado de O antropólogo do Kaiser, publicou na Alemanha a obra Die Grundlagen des neunzehnten Jahrhunderts (Os fundamentos do século XIX). Esta obra trouxe o mito da raça ariana novamente e identificou-a com o povo alemão.

Alfred Rosenberg também criou obras que reforçaram a teoria da superioridade racial. Estas foram aproveitadas pelo programa político do nazismo visando à unificação dos alemães utilizando a identificação dos traços raciais específicos do povo dos senhores. Como a raça alemã era bastante miscigenada, isto é, não havia uma normalidade de traços fisionômicos, criaram-se então raças inimigas, fazendo desta forma surgir um sentimento de hostilidade e aversão dirigido a pessoas e coisas estrangeiras. Desta forma, os nazistas usaram da xenofobia associada ao racismo atribuindo a indivíduos e grupos sociais atos de discriminação para amalgamar o povo alemão contra o que era diferente. A escravização dos povos da Europa oriental e a perseguição aos judeus eram as provas pretendidas pelos nazistas da superioridade da raça ariana sobre os demais grupos diferentes e raciais também.

O apartheid



Ver artigo principal: Apartheid



Cartaz na África do Sul com indicação "Somente para brancos".


Os trabalhos de geneticistas, antropólogos, sociólogos e outros cientistas d

o mundo inteiro derrubaram por terra toda e qualquer possibilidade de superioridade racial, e estes estudos culminaram com a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Embora existam esforços contra a prática do racismo, esta ainda é comum a muitos povos da Terra. Uma demonstração vergonhosa para o ser humano sobre o racismo ocorreu em pleno século XX, a partir de 1948 na África do Sul, quando o apartheid manteve a população africana sob o domínio de um povo de origem européia. Este regime político racista acabou quando por pressão mundial foram convocadas as primeiras eleições para um governo multirracial de transição, em abril de 1994.

Genética



Embora existam classificações raciais propostas pelas mais diversas correntes científicas, pode-se dizer que a taxonomia referência uma oscilação de cinco a duas centenas de raças humanas espalhadas pelo planeta[1], além de micro-raças regionais, locais ou geográficas que ocorrem devido ao isolamento de grupos de indivíduos que cruzam entre si.

Portanto, a separação racial torna-se completamente irracional em função das composições raciais, das miscigenações, recomposições e padronizações em nível de espécie que houve desde o início da caminhada da humanidade sobre o planeta.

De acordo com Guido Barbujani, um dos maiores geneticistas contemporâneos,

a palavra raça não identifica nenhuma realidade biológica reconhecível no DNA de nossa espécie, e que portanto não há nada de inevitável ou genético nas identidades étnicas e culturais, tais como as conhecemos hoje em dia. Sobre isso, a ciência tem idéias bem claras
in A invenção das raças[

A genética demonstra que a variabilidade humana quanto às combinações raciais pode ser imensa. Mas as diferentes adaptações ocorridas a nível racial não alteraram sua estrutura quanto espécie.

Desta forma, a unidade fundamental da espécie humana a nível de macro análise permanece imutável, e assim provavelmente permanecerá apesar das diferenças raciais num nível de microanálise.

Todas as raças provêm de um só tronco, o Homo sapiens, portanto o patrimônio hereditário dos humanos é comum. E isto por si só não justifica o racismo, pois as raças não são nem superiores, nem inferiores, são apenas diferentes.

O racismo pode ser pensado como uma “adoção de uma visão equivocada da biologia humana ”, expressa pelo conceito de ‘raça’, que estabeleceu uma justificativa para a subordinação permanente de outros indivíduos e povos, temporariamente sujeitos pelas armas, pela conquista, pela destituição material e cultural, ou seja, pela pobreza ”, como conceitua Antonio Sérgio Alfredo Guimarães.

Atualmente ramos do conhecimento científico como a Antropologia, História ou Etnologia preferem o uso do conceito de Etnia para descreverem a composição de povos e grupos identitários ou culturais.

Racismo e xenofobia



Ver artigo principal: Xenofobia


Muitas vezes o racismo e a xenofobia, embora fenômenos distintos, podem ser considerados paralelos e de mesma raiz, isto é, ocorre quando um determinado grupo social começa a hostilizar outro por motivos torpes. Esta antipatia gera um movimento onde o grupo mais poderoso e homogêneo hostiliza o grupo mais fraco, ou diferente, pois o segundo não aceita seguir as mesmas regras e princípios ditados pelo primeiro. Muitas vezes, com a justificativa da diferença física, que acaba se tornando a base do comportamento racista.

Antimestiço


Uma forma de racismo menos conhecida, que consiste na crença de que a miscigenação gera indivíduos inferiores aos de "raça pura", seja a ambos, como defen dia Louis Agassiz, seja a um deles, como defendia Gobineau. Uma forma atual tem ocorrido como reação ao racismo contra negros, indígenas e asiáticos que consiste negar a identidade mestiça e a defesa de que as populações 'pardas' sejam tratadas como negras, indígenas ou brancas, negando sua peculiaridade.

Internet



Valendo-se, ao mesmo tempo, da possibilidade de anonimato e do alcance a milhões de internautas, o racismo tem se espalhado de maneira intensa pelo mundo digital. Com discursos racistas, revisionistas ou neonazistas, milhares de sites, blogs, comunidades virtuais do Orkut e MySpace, disseminam o ódio racial e a intolerância.

O primeiro crime virtual de racismo no Brasil ocorreu em meados do ano de 1997 na cidade de Juiz de Fora em que os computadores de uma universidade foram utilizados para a divulgação de várias mensagens preconceituosas contra negros e homossexuais em uma lista de discussão sobre sexualidade instalada Unicamp. O episódio que, por vários dias, ocupou as manchetes dos jornais do país ficou conhecido como o caso rancora.[3]

A divulgação do racismo, mesmo pela internet, trata-se de um crime, conforme é caracterizado pela legislação brasileira. Alguns sites advogam o direito à liberdade de expressão e afirmam não se considerarem racistas, expressarem apenas opiniões. Outros sugerem maneiras de como manter o material distante das autoridades competentes. Por esta característica, muitos sites, principalmente os disponibilizados em provedores gratuitos são retirados do ar, para em seguida reaparecerem, múltiplos em três ou quatro servidores novos, inclusive em domínios estrangeiros. Um dos sites pesquisados, afirma exatamente isto: para cada site retirado do ar, assume-se o compromisso de disponibilizar, pelo menos, três novos. Isso evidencia uma rede.

Segundo o Ministério Público do estado de São Paulo, estão ativas no Orkut mais de cinqüenta comunidades que pregam a violência a negros, judeus e asiáticos.

A mulher negra


É evidente a distinção entre mulheres e homens no mercado de trabalho, principalmente em relação a mulher negra. Esse preconceito tem suas raízes na escravidã o, que, apesar de ter sido abolida há décadas, ainda tem influência nas relações sociais, no modo de pensar e de ver o outro e a si mesmo.

O preconceito contra a mulher sempre foi tão incutido na sociedade, que gerou nelas mesmas uma visão auto-depreciativa de sua posição nas relações sociais e como tal no mercado de trabalho.

Com a criação do movimento feminista e depois de muitas lutas, as mulheres conquistaram alguns direitos e de certa forma algumas barreiras sociais foram quebradas. Porém, a atual situação das mulheres não sofreu muitas alterações.

No mercado de trabalho as mulheres ainda ocupam cargos inferiores em relação aos homens, isto se comprova através de estudos recentes, revelando que para elas alcançarem os mesmos cargos que os homens, em empregos formais, necessitam de uma vantagem de cinco anos de escolaridade. Esses dados agravam-se quando relacionados à mulheres negras, que necessitam de oito a onze anos de estudo a mais em relação aos homens.

Perspectiva jurídica contemporânea

Portugal


Ver artigo principal: Racismo em Portugal


De acordo com o novo Código Penal em vigor desde 15 de Setembro de 2007, qualquer forma de discriminação com base na raça ou etnia é punível. Da mesma forma são

penalizados grupos ou organizações que se dediquem a essa discriminação assim como as pessoas que incitem a mesma em documentos impressos ou na Internet.

A legislação portuguesa aplica-se igualmente a outras formas de discriminação como religiosa, de local de origem e orientação sexual.


Brasil



Consulte também: Democracia racial no Brasil.



A Constituição de 1988 tornou a prática do racismo crime sujeito a pena de prisão, inafiançável e imprescritível. Mas a legislação brasileira já definia, desde 1951 com a Lei Afonso Arinos (lei. 1.390/51), os primeiros conceitos de racismo, apesar de não classificar como crime e sim como contravenção penal (ato delituoso de menor gravidade que o crime). Os agitados tempos da Regência, na década de 1830, assinalam o anti-racismo no seu nascedouro quando uma primeira geração de brasileiros negros ilustrados dedicou-se a denunciar o "preconceito de cor" em jornais específicos de luta (a "imprensa mulata"), repudiando o reconhecimento público das "raças" e reivindicando a concretização dos direitos de cidadania já contemplados pela Constituição de 1824.


Índia




O sistema de castas existente no país tem sido apontado [4] como uma forma de racismo, mas a posição oficial do governo afirmada publicamente numa conferência mundial da ONU contra o racismo é que "as questões de casta não são as mesmas d o racismo" [5].

A hierarquização das castas como algo inevitável não é consensual na Índia [6] e o facto de indivíduos de algumas castas consideradas "inferiores" terem conseguido poder político tem ajudado a minorar os efeitos da segregação tradicional.

Embora alguns refiram um "apartheid escondido" [7] em termos estritamente legais [8] essa prática não é sancionada, pelo contrário, há políticas de discriminação positiva de castas consideradas inferiores.


Israel



Em 1975, por pressão dos países árabes e com o apoio dos soviéticos, o sionismo foi considerado uma forma de racismo pela Resolução 3379 da Assembleia Geral das Nações Unidas. No entanto, em 1991, essa acusação foi eliminada pela Resolução 4686 da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Em 2002, o Parlamento israelense aprovou uma lei que nega aos cidadãos de origem árabe do país o direito de conviver com seus cônjuges caso contraiam matrimônio com palestinos, pois a estes será recusada a permissão de residência no país. A lei foi questionada na justiça por diversas entidades de direitos humanos e em 15 de maio de 2006 foi confirmada pela Suprema Corte de Israel.[9]

Bibliografia

  • France Winddance Twine (1998): Racism in Racial Democracy - The Maintenance of White Supremacy in Brazil. Rutgers University Press, New Brunswick, NJ.
  • Rebecca Reichmann (ed.) (1999): Race in Contemporary Brazil - From Indifference to Inequality. Pennsylvania State University Press, College Park, PA.

(2003): Blackness Without Ethnicity: Constructing Race in Brazil. Palgrave Macmillan

  • Michael Hanchard (ed.) (1999): Racial Politics in Contemporary Brazil. Duke University Press: Durham, NC.
  • Melissa Nobles (2000): Shades of Citzenship - Race and the Census in Modern Politics. Palo Alto, CA: Stanford University Press.

Referências


  1. CAVALLI-SFORZA, Luigi Luca. Genes, Povos e Línguas. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. ISBN 85-359-0324-0 página 47.
  2. BARBUJANI, Guido. A invenção das raças. São Paulo: Editora Contexto, . ISBN 978-85-7244-364-7
  3. Estudante é responsabilizado por racismo na Internet
  4. Interview with Manchala Deenabandhu on the subject of casteism
  5. [1]
  6. BAYLY, Susan. Caste, Society and Politics in India from the Eighteenth Century to the Modern Age. Cambridge University Press, 1999. ISBN 978-05-2126-434-1
  7. http://www.unesco.org/courier/2001_09/uk/doss22.htm
  8. REILLY, Kevin, KAUFMAN, Stephen, BODINO, Angela. Racism: A Global Reader. M.E. Sharpe, 2003. ISBN 0765610604, pag. 21
  9. Israel nega direito de reunificação de famílias (ansa.it)

Ver também


Ligações externas


Livros





Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Soltar Balões Agora é Crime

Atenção:


A maior causa de queimaduras hoje, no País, é por líquidos superaquecidos (60%) e 30% delas com álcool. Para maior prevenção, foram definidos dez mandamentos básicos para evitar acidentes:

1. Tire a criança da cozinha


2. Não a deixe brincar com fogo


3. Mantenha a cozinha arejada


4. Muito cuidado com panelas e líquidos superaquecidos


5. Respeite combustíveis, principalmente o álcool

6. Não construa fogueiras grandes


7. Afaste-se de fios elétricos em vias públicas ou no campo


8. Não fume perto de postos de combustível ou na cama


9. Cuidado com velas, candeeiros ou similares


10. Se o fogo pegar na roupa, não corra, pois o ar ativa a expansão da chama;

pare, deite, cubra os olhos e role no chão até apagar.


Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Campanha - Adote um Animal Abandonado

CAMPANHA

Adote um Animal Abandonado

Certo dia, depois de uma ressaca, milhares de estrêlas-do-mar foram lançadas a uma praia deserta e iam secando e morrendo ao sol. Um garotinho ia caminhando, apanhando as estrelas uma a uma e as lançava de volta ao mar. Um velho pescador que assistia a cena disse ao garoto: - Menino, não percebe que o que você faz é inútil? São milhares de estrelas! Não faz diferença jogar uma de volta ao mar. O garoto se abaixou, pegou mais uma estrêla e disse: - Pra essa aqui faz toda a diferença do mundo. E lançou-a de volta ao mar.


Todos os dias, centenas de cães e gatos abandonados são recolhidos das ruas, para evitar a transmissão de doenças.

Nos Centros de Zoonoses de todo o Brasil, os bichos apreendidos ficam alguns dias à espera de seus donos ou de alguém que queira adotá-los. Depois disso, são sacrificados. Ao adotar um animal abandonado, você ganha um amigo e salva uma vida.

A adoção de um animal não resolve o problema do abandono e irresponsabilidade de muitos donos. Mas é um começo e uma nova chance de vida a um dos seres mais fiéis e amigos que existem.


Entidades Protetoras

Suipa - Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Rio de Janeiro - RJ)
http://www.suipa.org.br

A SUIPA, fundada em 1943, é uma entidade particular, não eutanásica, sem fins lucrativos e de utilidade pública. Nada recebemos do governo e sobrevivemos das mensalidades dos associados e de doações de alguns colaboradores. Todos os membros da Diretoria têm suas profissões à parte e trabalham gratuitamente para a instituição. Temos um abrigo com mais de 3.200 gatos, 8.000 cães e outros animais diversos que foram abandonados pelas pessoas nas ruas do Rio de Janeiro. Todos são vacinados contra doenças, vermifugados, alimentados e cuidados pelos enfermeiros e veterinários que compõem o nosso quadro de funcionários. Defendemos e protegemos basicamente os animais domésticos porque eles são os mais próximos do homem, mas estendemos as nossas preocupações a todos os seres vivos do planeta. Acreditamos que o respeito e a solidariedade a outros tipos de vida trarão um entendimento maior entre os próprios humanos.

Associação do Amigo Animal
http://www.kennelclub.com.br/entidade_amanimal.htm

É uma entidade sem fins lucrativos com a finalidade de lutar pelos direitos dos animais, promover a conscientização por meio de projetos educativos e culturais e dar assistência e acolhimento a animais recolhidos nas ruas, abandonados ou maltratados por seus donos.

Soama - Sociedade Amigos dos Animais (Caxias do Sul - RS)
http://www.ondecaxias.com.br/orfanato/

A Soama é uma entidade sem fins lucrativos e não-eutanástica. Recebemos denuncias de maus tratos e as averiguamos, recolhemos os animais abandonados e atropelados e os tratamos. Cuidamos dos doentes e os deixamos à espera de um novo lar.

Aila - Aliança Internacional do Animal (São Paulo - SP)
http://www.aila.org.br

Somos uma organização não governamental (ONG) e temos como objetivo a proteção e o bem estar de todos os animais. Recebemos diariamente denúncias de maus-tratos e violência contra os animais e fazemos o possível para averiguar e tomar providências.

Gabea - Grupo de Apoio Ao Bem-Estar Animal (Porto Alegre - RS)
http://www.gabea.com.br

O GABEA é uma sociedade civil, sem finalidades lucrativas, que tem por objetivo concientizar cada cidadão sobre a importância da redução do índice de animais abandonados e maltratados. O Grupo auxilia no encaminhamento de animais (adultos ou filhotes) abandonados ou desprezados, primeiramente curando-os de eventuais maus tratos, e após os encaminhando para novos lares, alertando os novos donos sobre as responsabilidades que envolvem a posse de um animal. Também promove campanhas de castração de cães e gatos, uma vez que é contrário à eutanásia como método de controle da população animal.

APASFA - Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis (São Paulo - SP)
http://www.apasfa.org

A Apasfa, entidade sem fins lucrativos e de Utilidade Pública, foi fundada em 21 de Abril de 1982, em São Paulo - SP, com o propósito de lutar pelos direitos dos animais através de projetos educativos, fiscalização de maus tratos e dando assistência veterinária a animais abandonados. Não recolhemos animais. A APASFA não tem abrigo. Nossas principais atividades consistem em: consultório veterinário, castração e cirurgias; fiscalização de denúncias sobre crueldade contra animais; campanhas de conscientização; encaminhamento de animais para adoção.

ProAnima - Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal (Brasília - DF)
http://www.proanima.org.br

Organização não governamental sem fins lucrativos, que visa a promoção do bem-estar animal e de relações harmoniosas entre humanos e animais no Distrito Federal. Desenvolvemos projetos cujo foco é a realização de ações de proteção e controle populacional dos animais domésticos e conscientização sobre os direitos dos animais e a posse responsável.


Centros de Controle de Zoonoses e Canis Públicos

Belo Horizonte - MGRua Edna Quintel, 173 - Bairro São Bernardo.
(31) 3277 - 7411
Campo Grande - MSAv. Senador Felinto Miller, 1601 - Ipiranga.
(67) 746-3039
Corumbá - MSRua João Becouto, S/N - Bairro Guanã.
(67) 231-2783
Curitiba - PRRua Plácido de Castro, 03 - Bairro Guabirotuba.
(41) 200-1300
Fortaleza - CEAv. Senador Fernando Távora, S/N.
(85) 488-3256
Goiânia - GOAv. José Martins Guerra, S/N - Jardim Balneário.
(62) 524-1900
Poços de Caldas - MGPraça Paul Harris, 100 - Centro - Cep. 37701-048.
(35) 3697-2332
Recife - PEAv. Antônio da Costa Azevedo, 1135 - Bairro Peixinhos.
(81) 241-5652
Rio de Janeiro - RJLargo do Bodegão, 150 - Bairro Santa Cruz.
(21) 3395 - 1595
Salvador - BARua do Cacambu, s/n - Vila 2 de Julho - Alto do Troboji
São Paulo - SPRua Santa Eulália, 86 - Santana.
(11) 6221-9755
Teresina - PIRua Minas Gerais, 909 - Matadouro.
(86) 213-1162
Vitória - ESRua São Sebastião, s/n - Bairro Resistência - Perto da Construtora Queiróz Galvão

Fonte: Kennel Club


Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

DIDA - DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS

DIDA - DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS

Desde 1998 está data vem sendo lembrada pelos protetores de animais na Europa e Estados Unidos e, no Brasil, iniciou-se em 2005. A finalidade desta data é para que as pessoas possam se conscientizar de que os ANIMAIS NÃO HUMANOS têm o mesmo direito que os ANIMAIS HUMANOS, quando o assunto é RESPEITO E PROTEÇÃO!

O número de animais atropelados, envenenados, baleados, queimados, esfaqueados, abandonados e esquecidos pelos próprios "donos" é ASSUSTADOR! Existe "ainda", mesmo estando no Terceiro Milênio, pessoas supersticiosas que consideram TODO ANIMAL PRETO (gato, galinha, pombo, bode etc..) como "demoníaco" e, assim, os pobres bichos indefesos e inocentes acabam se tornando "oferendas vivas" nos cemitérios, encruzilhadas e outros locais, repletos de agulhas....

Os animais sofrem nas mãos de"humanos" que desconhecem, ignoram que os "bichos" SENTEM SAUDADE, SENTEM DOR, SENTEM DEPRESSÃO e acabam morrendo muitas vezes devido à SAUDADE DE SEUS "DONOS" que, um dia, os abandonaram....

Em datas como o Natal, perus, galinhas, porcos e cabritos se tornam "ornamentos mortos" sobre as mesas das famílias que desconhecem, ignoram que os "bichos" SOFRERAM MUITO DURANTE O ABATE, PARA CHEGAREM ATÉ ALI, COMO FORMA DE COMIDA..... Pessoas que presenciam um animal sendo assassinado nos abatedouros, modifica totalmente sua maneira de se alimentar!

Nada é mais saudável do que brincadeiras e esporte.... Entretanto, essas duas palavras são utilizadas para ATOS CRIMINOSOS COM ANIMAIS INDEFESOS E INOCENTES que são cruelmente feridos e mortos em vaquejadas, rodeios, rinhas de peixes, de pássaros, de cães, em circos, em corridas e na terrível farra do boi em Santa Catarina, durante a "Semana Santa"....

Tráfico de Animais dá mais lucratividade do que as drogas e as armas.

As autoridades policiais e governamentais precisam modernizar os métodos para fiscalizar, defender e conservar nossa FAUNA SILVESTRE! As "dondocas" precisam se conscientizar que, o uso de casacos, bolsas, sapatos e diversos utensílios e acessórios confeccionados com dente, olho, pele, pena de diversas espécies de animais (chinchila, urso, foca, mink, jacaré, cobra, etc..) já é ULTRAPASSADO, porque os animais devem ser preservados e protegidos.

A MODA É CUIDAR DO PLANETA E NÃO DESTRUI-LO!

Golfinhos, baleias, pombos, merecem proteção e respeito!

Cavalos em carroças merecem cuidados, proteção, respeito!

Animais APRISIONADOS em granjas, em aviários, em outros estabelecimentos comerciais também merecem cuidados, proteção e respeito! Javalis continuam sendo CAÇADOS no sul do Brasil....

Jumentos são nobres, mas continuam sendo maltratados no nordeste do Brasil, como se fossem pragas.....

Pássaros continuam presos em gaiolas, vendidos em todas as feiras que incentivam a venda de animais. Mas por quê Deus lhes deu asas? Para voarem dentro de um espaço minúsculo, sem direito à liberdade?

VIVISECÇÃO = cães, gatos, ratos, macacos, coelhos e outros animais que são abertos VIVOS, em universidades e em institutos de pesquisas, sempre em nome do respeito à VIDA (apenas dos humanos....). Muitas vezes esses animais pesquisados são sacrificados após terem se tornado cobaias e, os testes, muitas vezes não servem para salvar a vida dos humanos.....

CARROCINHAS X ABANDONO

As prefeituras recolhem brutalmente os animais das ruas, os enjaulam em locais imundos e sem tratamento para serem sacrificados três dias após.... As pessoas querem cães e gatos para seus filhos brincarem e, quando a novidade acaba, os animais são abandonados nas ruas, nos becos, nas praças, em parques, nos abrigos das sociedades protetoras de animais que estão SUPERLOTADAS E NADA RECEBEM DAS AUTORIDADES BRASILEIRAS!

LUTEM COM A SUIPA E COM OUTRAS ENTIDADES PROTETORAS PARA QUE TODAS ESSAS CRUELDADES, COM O TEMPO, TERMINEM!! LUTEMOS POR UM RESPEITO MAIS DIGNO TAMBÉM PARA OS ANIMAIS NÃO HUMANOS, PEDINDO AOS POLÍTICOS LEIS QUE FUNCIONEM, QUE POSSAM SER APLICADAS AOS "HUMANOS" IRRESPONSÁVEIS, QUE NÃO SABEM QUE TODOS OS SERES VIVOS MERECEM RESPEITO E PROTEÇÃO!

Quem não gosta de animais, precisa saber que TEM que respeitá-los!


Mais informações acesse:

http://www.suipa.org.br/br/noticias_detalhes.asp?id=129


Domingo, 14 de Dezembro de 2008

O Homem é o "vírus" da Terra!

O Homem...

Criou um mundo à parte para ele.

Passou a viver em "florestas de betão".

Esquece-se que também é um animal.

E acha que fazer o bem é apenas ajudar os da sua espécie.

Vive como um "robô" programado.

A mente é só ruído.

Não da valor à sua existência.

O pior inimigo é ele próprio e os da sua espécie.

Pensa que se conhece.

Vive no passado e no futuro e pouco tempo no presente.

Matam em nome de Deus.

Matam animais só por matar.

O dinheiro é tudo para eles.. é tudo para eles!

Os verdes é apenas "mato que cresceu pra li"e que um dia com muito trabalho vão ter de cortar tudo.

Chegam onde chegarem os seres vivos que encontrarem estão sempre ali a mais e são uma chatice e por isso tem que se matar (como se quem chegou foram esses animais e não eles).

Querem todos ser e parecer os melhores não importa como.

É o único ser vivo que come só por comer.

Nunca estão satisfeitos.

Para sobreviver e crescer tem de destruir tudo o que o rodeia.

A mente humana só funciona de forma a criar soluções para ajudar o ambiente quando ganharem algum dinheiro com isso ou as suas vidas estiverem em perigo porque para eles não importa a vida das próximas gerações.

Precisa de desastres e catástrofes para acordarem para a realidade.

É o único ser vivo que sabe que vive num planeta, que este é redondo, que existe o espaço... tudo bem... mas o resto dos seres vivos não sabem que "estamos todos no mesmo barco" no mesmo "submarino amarelo" mas vivem, e vivem no presente intensamente.

Parece que espera por algo a vida toda, algo que vai mudar as vidas de forma positiva... mas o que será?

Só pensa nele por isso é que "isto" não da para todos.

Qualquer coisa exterior o afecta e é capaz de lhe estragar o dia e tudo à sua volta é que tem a culpa.

Apenas vê o que está na sua frente e não se observa pensando sempre que tudo que faz é correcto.

Acha-se sempre dono da razão e do saber e "arranja" sempre assunto para continuar a fazer o que fazia antigamente mesmo sabendo que não é o mais correcto.

Cortam árvores como calha, sem reparar na grande importância que elas têm na vida de todos os seres vivos, e sem pensar nos anos que precisaram para chegar a determinada altura e grossura.

A Terra existe há cerca de 4.6 mil milhões de anos.

Ajustando este tempo a uma escala de 46 anos, o Homem já existe há 4 horas e
a Revolução Industrial começou apenas há 1 minuto atrás.

Durante este curto período de tempo já esburacámos o planeta para obter combustível e matérias-primas, já causámos a extinção de um número inimaginável de plantas e animais, já destruímos mais de metade das florestas tropicais e multiplicámos a nossa população tal e qual uma praga.

Apesar de todos os estragos que causámos no ambiente, uma parte deles são reversíveis. Podemos recuperar habitats e devolver-lhes as espécies; limpar os rios; renovar as construções; recuperar os terrenos; replantar as florestas. Contudo, ainda temos de "atacar" a origem destes problemas: nós e a nossa visão do progresso a qualquer preço.



Distruição da Camada de Ozônio

Ozônio

O ozônio ou ozono, trioxigênio ou trioxigénio segundo a numenclatura da IUPAC, é um alótropo triatômico (O3) do oxigênio muito menos estável que o diatômico O2. É uma molécula composta por três átomos de oxigênio. Forma-se quando as moléculas de oxigênio (O2) se rompem devido à radiação ultravioleta, e os átomos separados combinam-se individualmente com outras moléculas de oxigênio.

Ozonosfera


A ozonosfera ou camada de ozônio é encontrada na estratosfera, região da atmosfera situada entre 16 e 30 quilômetros de altitude, a camada é tão rarefeita que, se fosse comprimida à pressão atmosférica ao nível do mar, sua espessura não ultrapassaria a três milímetros. Esta camada tem a propriedade de absorver a radiação ultravioleta do Sol; por este motivo, sem a proteção do ozônio, as radiações causariam graves danos aos organismos vivos que habitam a superfície do planeta Terra.

É importante lembrar que não é o ozônio em si o responsável pela proteção contra os raios ultravioletas, mas o ciclo ozônio-oxigênio. Neste ciclo, há grande absorção da radiação solar, transformada em energia térmica na estratosfera. Os CFCs, conhecidos pelo efeito prejudicial à ozonosfera, por meio do cloro gasoso, têm o papel de paralisar o ciclo.

A Austrália tem sido bastante castigada pelo aumento de penetração dos raios ultravioleta, causando incidência elevada de câncer de pele na população local.

Observação: Embora os CFCs sejam gases do efeito estufa, sua ação neste fenômeno é pequena. Não deve-se confundir a questão do ozônio na atmosfera, relacionada à radiação ultravioleta com a questão do efeito estufa, relacionada com a radiação infravermelha.

O que é Ozônio ?


O ozônio (O3), é um gás à temperatura ambiente, instável, altamente reativo e oxidante, diamagnético, O gás liquefaz à temperatura de -112° C, e possui ponto de congelamento a -251,4° C, é uma variedade alotrópica do elemento oxigênio (O), formada por três átomos deste elemento, unidos por ligações simples e duplas, sendo um híbrido de ressonância com comprimento médio de ligação de 0,128 nm , possui coloração azul-pálida, atingindo coloração azul-escura quando transita para o estado líquido. Ele esta presente em pequenas concentrações naturalmente na estratosfera (parte de atmosfera que abrange aproximadamente dos 15 até 50 quilômetros de altura). Uma notável característica deste gás é sua capacidade de absorver luz Ultravioleta solar na faixa de 220-320 nm, (embora diferentes autores discordem ligeiramente sobre esse limite) o que o torna um ‘escudo’ natural da Terra (camada de ozônio) para os seres humanos e a outras formas de vida, para o qual esses raios são nocivos. A produção não-catalítica natural de ozônio ocorre com a colisão de uma molécula de O2 com um átomo de oxigênio, sua destruição não-catalítica se deve ao fato dele absorver as radiações ultravioleta solar, sendo destruído por esse processo ou por reações com átomos de oxigênio. A destruição catalítica do ozônio ocorre devido a existência de átomos e moléculas, chamados de catalisadores, que reagem eficientemente com o ozônio retirando um átomo de oxigênio de sua estrutura molecular. Exemplos de catalisadores: Cloro e Bromo. As preocupações ambientais que dizem respeito à depleção do ozônio originam-se do fato que nós estamos aumentando as concentrações de vários desses átomos e moléculas na atmosfera. O buraco na camada de ozônio é um fenômeno que ocorre somente durante uma determinada época do ano, entre agosto e início de novembro (primavera no hemisfério sul). Quando a temperatura se eleva na Antártica, em meados de novembro, a região ainda apresenta um nível abaixo do que seria considerado normal de ozônio. No decorrer do mês, em função do gradual aumento de temperatura, o ar circundante à região onde se encontra o buraco inicia um movimento em direção ao centro da região de baixo nível do gás. Desta forma, o deslocamento da massa de ar rica em ozônio (externa ao buraco) propicia o retorno aos níveis normais de ozonificação da alta atmosfera fechando assim o buraco. A Organização Meteorológica Mundial (WMO) no seu relatório de 2006 prevê que a redução na emissão de CFCs, resultante do Protocolo de Montreal, resultará numa diminuição gradual do buraco de ozônio, com uma recuperação total por volta de 2065. No entanto, essa redução será mascarada por uma variabilidade anual devida à variabilidade da temperatura sobre a Antártica. Quando os sistemas meteorológicos de grande escala, que se formam na troposfera e sobem depois à estratosfera, são mais fracas, a estratosfera fica mais fria do que é habitual, o que causa um aumento do buraco na camada de ozônio. Quando eles são mais fracos (como em 2002), o buraco diminui.

Produção, liquefação, solidificação e decomposição


Para produzir ozônio (ozono) artificialmente, o processo se dá com a passagem de um arco voltaico com descargas elétricas de alta tensão através de uma corrente de oxigênio ou ar seco. A composição química do Ozônio foi estabelecida em 1872. Naquela época se descobriu que é cinqüenta por cento mais denso que o oxigênio. O gás se liquefaz à temperatura de -112° C, seu ponto de congelamento se dá a -251,4° C e sua decomposição ocorre acima de 100° C, ou em temperatura ambiente quando usados catalisadores. Liquefeito, sua coloração é azul-escura.

Existem vários métodos para a obtenção do ozônio industrial, um destes, é a liquefação, onde utiliza-se uma mistura de Oxigênio-Ozônio. No processo, esta separa-se em duas camadas, das quais a mais densa contém cerca de 75% de Ozônio. Devido à sua extrema instabilidade e reatividade, os processos de produção são extremamente delicados e trabalhosos.

Utilização comercial


Na indústria, o ozônio é utilizado em misturas com outros gases devido à sua poderosa capacidade como agente oxidante, sobretudo na transformação de alcenos em aldeídos, cetonas ou ácidos carboxílicos.

Também é um poderoso germicida, empregado em engenharia sanitária para a desinfecção da água potável e na remoção de sabores e odores indesejáveis. Também serve como agente branqueador para compostos orgânicos.

Ocorrência na atmosfera


Sabe-se que na atmosfera, a maior ocorrência de ozônio natural se dá entre 30 e 50 km de altitude. No final do século XX foram constatadas formações e ampliações de buracos na camada de ozônio, principalmente sobre o Pólo Sul. Acredita-se que grande parte do aumento do buraco da camada de Ozônio ocorre devido ao uso desenfreado de produtos à base clorofluorcarbonos (CFCs) e hidrocarbonetos alifáticos halogenados (halons), que liberam gases destruidores do Ozônio. E, graças a mistura do hidrogênio com o oxigênio e gotículas de agua, nós seres humanos podemos visualizar UDOS nos dias de lua cheia...

Ozônio como poluente


Curiosamente o ozônio presente na troposfera é um perigoso poluente que além de provocar problemas respiratórios e o smog (nevoeiro fotoquímico), também degrada tecidos e danifica plantas. O que contrasta com o papel protetor que geralmente é atribuído ao Ozônio estratosférico. O Ozônio é produzido, principalmente, por motores. Isso inclui tanto os motores a combustão como os elétricos.

Veja também
:



Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oz%C3%B4nio

Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Greenpeace em Meia Amazônia Não!

Greenpeace em Meia Amazônia Não!

Hoje fugirei do tema central deste blog por uma causa muito nobre. Recebi ontem um e-mail do meu pai, em nome da Riot, com um convite para que, voluntariamente, apoiássemos a campanha do Greenpeace, Meia Amazônia Não. Não satisfeito em colaborar com minha assinatura, resolvi divulgar a campanha aqui e convidar a todos para que participem. Abaixo, o conteúdo informativo que estava no corpo do e-mail que recebi.

A Amazônia e outras florestas brasileiras estão ameaçadas por um projeto de lei que, se aprovado, autorizará a derrubada de até 50% da vegetação nativa. Mandamos abaixo algumas informações sobre o que está acontecendo e contamos com você na divulgação da campanha Meia Amazônia Não.

Como tudo começou

Passou no Senado e tramita agora na Câmara dos Deputados um projeto de lei que, se aprovado, será um golpe mortal para as florestas brasileiras e, em especial, a floresta amazônica. Originalmente de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), e modificado pela comissão de agricultura do congresso, o PL 6424/2005, autoriza a derrubada de até 50% da vegetação nativa em propriedades privadas na Amazônia. De quebra, legaliza praticamente todos os desmatamentos que, nos últimos 40 anos, derrubaram cerca de 700 mil quilômetros quadrados da área original de floresta - o equivalente a quase três estados de São Paulo.

Quem apóia o projeto e o que pode acontecer

Os ruralistas defendem sua proposta alegando que o projeto incentivará a adesão dos fazendeiros à legislação ambiental e garantirá a sobrevivência de metade da biodiversidade amazônica. A primeira promessa, levando-se em conta o passado da atividade rural no Brasil, é uma dúvida. A segunda é ilusão. Na Amazônia, 50% é igual a zero.

Com base nas taxas anuais de destruição de floresta, estima-se que, em duas décadas, 31% dela estarão derrubados, outros 24% degradados e a Amazônia prevista para virar uma savana até o final desse século. O projeto de lei é um sinal verde para as motosserras acelerarem esse processo. Junto com a Amazônia, desaparece também a riquíssima biodiversidade da floresta (ainda não totalmente conhecida pela ciência) e as culturas locais, além de impacto em vários povos indígenas e populações tradicionais.

Por que defender a Amazônia?

A floresta amazônica é um recurso natural estratégico para o combate ao aquecimento global. Destruir a Amazônica pode reduzir a produtividade agrícola brasileira, provocando um grande impacto econômico e social no país. A chuva que é produzida na Amazônia é importante não apenas para a região. Ela ajuda na geração de energia, na produção de alimentos e no abastecimento de água no centro, sul e sudeste brasileiro.

Você pode ajudar

Ao invés de aumentar a proteção do meio ambiente e estabelecer metas para a redução do desmatamento, o Congresso Nacional estará dando as costas para a Amazônia e abrindo as portas para mais destruição, agravando uma situação que já coloca o Brasil na incômoda posição de quarto maior poluidor do clima do planeta. Exija um ponto final no desmatamento em todas as florestas tropicais brasileiras, em especial a Amazônia. Acesse o site e diga aos deputados e senadores que 50% é igual a zero e você quer uma Amazônia por inteiro. Divulgue no seu blog, comunidade e em todos os canais que possam fazer com que esse movimento ganhe cobertura nacional.

Vistem:
http://sucessonews.com.br/greenpeace-em-meia-amazonia-nao/

Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

A poluição e as chuvas ácidas

As chuvas ácidas são precipitações na forma de água e neblina que contêm ácido nítrico e sulfúrico. Elas decorrem da queima de enormes quantidades de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, utilizados para a produção de energia nas refinarias e usinas termoelétricas, e também pelos veículos.

Durante o processo de queima, milhares de toneladas de compostos de enxofre e óxido de nitrogênio são lançados na atmosfera, onde sofrem reações químicas e se transformam em ácido nítrico e sulfúrico.

O dióxido de carbono reage reversivelmente com a água para formar um ácido fraco o ácido carbônico No equilíbrio o pH desta solução é 5,6, assim a água é naturalmente ácida pelo dióxido de carbono. Qualquer chuva com pH abaixo de 5,6 é considerado excessivamente ácido. Dióxido de nitrogênio NO2 e dióxido de enxofre SO2 podem reagir com substâncias da atmosfera produzindo ácidos, estes gases podem se dissolver em gotas de chuva e em partículas de aerossóis e em condições favoráveis precipitarem-se em chuva ou neve. Dióxido de nitrogênio pode se transformar em ácido nítrico e em ácido nitroso e dióxido de enxofre pode se transformar em ácido sulfúrico e ácido sulfuroso. Amostras de gelo da Groelândia datadas de 1900 mostram a presença de sulfatos e nitratos , o que indica que já em 1900 tínhamos a chuva ácida. O pior de tudo é que a chuva ácida pode se formar em locais distantes da produção de óxidos de enxofre e nitrogênio A chuva ácida é um grande problema da atualidade porque anualmente grandes quantidades de óxidos ácidos são formados pela atividade humana e colocados na atmosfera. Quando uma precipitação (chuva) ácida cai em um local que não pode tolerar a acidez anormal, sérios problemas ambientais podem ocorrer. Em algumas áreas dos estados unidos o pH da chuva já chegou a 1,5 (West Virginia), como já percebemos chuva e neve ácidas não conhecem fronteiras, poluição de um país pode causar chuva ácida em outro , como o Canadá que sofre com a poluição dos EUA. A extensão dos problemas da chuva ácida pode ser visto pelos lagos sem peixes, árvores mortas , construções e obras de arte feitas a partir de rochas destruídas irreversivelmente A chuva ácida pode causar perturbações nos estômatos das folhas das árvores causando um aumento de transpiração e deixando a árvore deficiente me água , a chuva ácida pode acidificar o solo, danificar raízes aéreas e assim diminuir a quantidade de nutrientes transportada, a chuva ácida pode carregar minerais importantes do solo, como fazer o solo guardar minerais de efeito tóxico, como íons de metais. Estes íons tóxicos não causavam problemas ,pois são naturalmente insolúveis em á gua no pH normal da chuva, com o aumento de pH pode-se aumentar a solubilidade de muitos minerais . Por exemplo, os prótons da chuva ácida podem reagir com o insolúvel hidróxido de alumínio encontrado no solo, gerando íons alumínio que podem ser capturados pelas raízes das plantas.

A chuva ácida é composta por diversos ácidos como, por exemplo, o óxido de nitrogênio e os dióxidos de enxofre, que são resultantes da queima de combustíveis fósseis (carvão, óleo diesel, gasolina entre outros). Quando caem em forma de chuva ou neve, estes ácidos provocam danos no solo, plantas, construções históricas, animais marinhos e terrestres etc. Este tipo de chuva pode até mesmo provocar o descontrole de ecossistemas, ao exterminar determinados tipos de animais e vegetais. Poluindo rios e fontes de água, a chuva pode também prejudicar diretamente a saúde do ser humano, causando doenças pulmonares, por exemplo. Este problema tem se acentuado nos países industrializados, principalmente nos que estão em desenvolvimento como, por exemplo, Brasil, Rússia, China, México e Índia. A setor industrial destes países tem crescido muito, porém de forma desregulada, agredindo o meio ambiente. Nas décadas de 1970 e 1980, na cidade de Cubatão, litoral de São Paulo, a chuva ácida provocou muitos danos ao meio ambiente e ao ser humano. Os ácidos poluentes jogados no ar pelas indústrias, estavam gerando muitos problemas de saúde na população da cidade. Foram relatados casos de crianças que nasciam sem cérebro ou com outros defeitos físicos. A chuva ácida também provocou desmatamentos significativos na Mata Atlântica da Serra do Mar.

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Doe sangue. Salve vidas!

Doação de sangue

Doação de sangue
é o processo pelo qual um doador voluntário tem seu sangue coletado para armazenamento em um banco de sangue ou para um uso subseqüente em uma transfusão de sangue. Trata-se de um processo de fundamental importância para o funcionamento de um hospital ou centro de saúde.


Por que doar sangue ?


A ciência, embora avançando em muitos setores, ainda não encontrou um substituto artificial eficiente para o sangue humano. Por isso, todos os procedimentos médicos que demandam transfusão de sangue precisam dispor de um fornecimento regular e seguro deste elemento. Daí a importância de se manter sempre abastecidos os bancos de sangue.

Doar sangue é um procedimento simples, rápido, sigiloso e seguro. Para o doador em geral não há riscos, porém algumas complicações podem eventualmente aparecer:

  • Queda de pressão e tontura
  • Hematoma no local da punção
  • Náusea e vômito
  • Dor local e dificuldade para movimentação do braço
Requisitos para a doação

Quem pode doar ?

Qualquer pessoa poderá doar sangue, desde que sejam observadas algumas condições, a fim de garantir a segurança e a qualidade do procedimento:

  • Ter entre 18 e 65 anos;
  • Ter peso acima de 50 kg;
  • Se homem, deve ter doado há mais de 60 dias;
  • Se mulher, deve ter doado há mais de 90 dias;
  • Ter passado pelo menos 3 meses de parto ou aborto;
  • Não estar grávida;
  • Não estar amamentando;
  • Estar alimentado e com intervalo mínimo de 2 horas do almoço;
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas 24 horas que antecedem a doação.
  • Não ter feito tatuagem, piercing ou acupuntura há menos de 1 ano;
  • Não ter recebido transfusão de sangue ou hemoderivados a menos de 1 ano;
  • Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem a doação;
  • Não ser usuário de drogas injetáveis;
  • Não ser portador de doenças infecto-contagiosas como Sífilis, Doença de Chagas e HIV (I ou II).
Quem não deve doar ?

Não devem doar sangue as pessoas que se enquadrarem em uma das condições abaixo:
  • Ser diabético;
  • Teve Hepatite após os 10 anos de idade;
  • Teve contato com o inseto barbeiro, transmissor da Doença de Chagas;
  • Teve Malária ou esteve em região de malária nos últimos 6 meses;
  • Sofrer de Epilepsia;
  • Teve Sífilis;
  • Praticar relações sexuais de risco.
  • Usar drogas injectáveis.
  • Tem SIDA (ou mesmo a presença do vírus HIV na corrente sanguínea, mesmo sem a manifestação dos sintomas da doença).
Procedimentos

A coleta de sangue para doação consiste na retirada de cerca de 450ml de sangue, através do uso de material descartável, de uso único e estéril. O tempo de permanência do doador no Banco de Sangue, incluindo coleta e triagem, é de aproximadamente 30 minutos

No Brasil, o Ministério da Saúde exige a realização de alguns procedimentos específicos antes e depois da doação, a fim de prevenir complicações para o doador e contaminação para o receptor durante o período de janela imunológica de doenças.

Antes da doação, o candidato irá passar por uma entrevista de triagem clínica, na qual podem ser detectadas algumas condições adicionais que possam impedir a doação. Após cada doação serão realizados os seguintes exames no sangue coletado:

  • Tipagem sangüínea ABO e Rh;
  • Pesquisa de anticorpos eritrocitários irregulares (PAI);
  • Teste de Coombs Indireto;
  • Fenotipagem do Sistema Rh Hr (D,C,E.c,e), Fenotipagem de outros sistemas;
  • Testes sorológicos para: Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, HIV (AIDS), HTLV I/II.

Esse procedimento se repetirá após cada doação e os resultados serão comunicados ao doador.

Direitos

O trabalhador sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, por um dia, em cada doze meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada (art. 473 da CLT). Os funcionários públicos civis federais, sem qualquer prejuízo, podem ausentar-se do serviço por um dia para doação de sangue, sem limite anual de doações (art. 97 da Lei nº 8.112/1990).

Imagens adicionais




Veja também

Ligações externas

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Doa%C3%A7%C3%A3o_de_sangue

Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Campanha Anti-Drogas

Gostaria de iniciar aqui uma campanha pela vida.

Gostaria que a partir de hoje todos gritassem comigo:

DROGAS NÃO!!!

Vamos todos abraçar essa idéia, queremos viver.

Quem usa droga tem dois destinos, o primeiro é a morte e o segundo é acabar na prisão, que é quase a mesma coisa.

Vamos para de encher nosso corpo de drogas.

Já não basta os remédios que tomamos, às vezes.

Já não basta as comidas cheias de químicas, vamos ocupar nosso tempo lendo um livro, uma revista.

Vamos ocupar nosso tempo brincando de baralho, dominó, game, etc.

Vamos encarar as drogas e dizer NÃO firme e forte.

Vamos gritar DROGAS TÔ FORA!!!

Não vamos deixar que essa droga nos vença.

Queremos acordar livres.Queremos a vida.

Vamos imaginar o mal que faz o uso do álcool, da maconha.

Quanto mal nos faz a cocaína, o crack, overdose, morte.

Não é isso que queremos, entramos nessa sem saber onde pisamos.

E agora é difícil sair.

Mas não é impossível.

DEUS está do nosso lado.

Seja ele qual for, ele quer o melhor para você.

Deus, Pai, Jeová, Maomé, Alá, Odin, Crishna, Jesus Cristo.

Qualquer que seja o nome do seu Deus ele quer o melhor para você.

Peça e Ele te ouvirá.

Reze ou ore à noite sozinho.

Ele te ouvirá.

Pense e Ele te ajudará.

"E será que antes que me chamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu ouvirei." Salmo 65:24

Grite comigo:

DROGAS NÃO!!!

Se você tem alguma dúvida ou algum problema com as drogas, escreva-me e poderemos enfrentar juntos esse monstro que aflige nossas almas.



Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Gravidez na adolescência

Introdução

A gravidez na adolescência tem sérias implicações biológicas, familiares, emocionais e econômicas, além das jurídico-sociais, que atingem o indivíduo isoladamente e a sociedade como um todo, limitando ou mesmo adiando as possibilidades de desenvolvimento e engajamento dessas jovens na sociedade. Devido às repercussões sobre a mãe e sobre o concepto é considerada gestação de alto risco pela Organização Mundial da Saúde (OMS 1977, 1978), porém, atualmente postula-se que o risco seja mais social do que biológico.

A atividade sexual na adolescência vem se iniciando cada vez mais precocemente, com conseqüências indesejáveis imediatas como o aumento da freqüência de doenças sexualmente transmissíveis (DST) nessa faixa etária; e gravidez, muitas vezes também indesejável e que por isso, pode terminar em aborto (Basso et al, 1991; Mimica & Piato, 1991; Taquete, 1992; Oh et al, 1993; Crespin, 1998; Chabon et al., 2000). Quando a atividade sexual tem como resultante a gravidez, gera consequências tardias e a longo prazo, tanto para a adolescente quanto para o recém-nascido. A adolescente poderá apresentar problemas de crescimento e desenvolvimento, emocionais e comportamentais, educacionais e de aprendizado, além de complicações da gravidez e problemas de parto. Há inclusive quem considere a gravidez na adolescência como complicação da atividade sexual (Creatsas et al., 1991; Piyasil, 1998; Wilcox & Field, 1998).

Causas

A gravidez na adolescência é multicausal e sua etiologia está relacionada a uma série de aspectos que podem ser agrupados em:

Fatores Biológicos

Que envolvem desde a idade do advento da menarca até o aumento do número de adolescentes na população geral. Sabe-se que as adolescentes engravidam mais e mais a cada dia e em idades cada vez mais precoces. Observa-se que a idade em que ocorre a menarca tem se adiantado em torno de quatro meses por década no nosso século. De modo geral se admite que a idade de ocorrência da menarca tenha uma distribuição gaussiana e o desvio-padrão é aproximadamente 1 ano na maioria das populações, conseqüentemente, 95% da sua ocorrência se encontra nos limites de 11,0 a 15,0 anos de idade (Marshal & Tanner, 1969; Bezerra et al, 1973; Sedenho & Souza Freitas, 1984; Colli, 1988; Chompootaweep et al., 1997).

Sendo a menarca, em última análise, a resposta orgânica que reflete a interação dos vários segmentos do eixo neuroendócrino feminino, quanto mais precocemente ocorrer, mais exposta estará a adolescente à gestação. E nas classes econômicas mais desfavorecidas onde há maior abandono e promiscüidade, maior desinformação, menor acesso à contracepção, está a grande incidência da gestação na adolescência (Behle, 1991).

Fatores de Ordem Familiar

O contexto familiar tem relação direta com a época em que se inicia a atividade sexual. Assim sendo, adolescentes que iniciam vida sexual precocemente ou engravidam nesse período, geralmente vêm de famílias cujas mães também iniciaram vida sexual precocemente ou engravidaram durante a adolescência (Newcomer et al, 1983; Davis, 1989). De qualquer modo, quanto mais jovens e imaturos os pais, maiores as possibilidades de desajustes e desagregação familiar (Baldwin & Cain, 1980; Young et al, 1991; Dadoorian, 1996). O relacionamento entre irmãos também está associado com a atividade sexual: experiências sexuais mais cedo são observadas naqueles adolescentes em cuja família os irmãos mais velhos têm vida sexual ativa.

Fatores Sociais

As atitudes individuais são condicionadas tanto pela família quanto pela sociedade. A sociedade tem passado por profundas mudanças em sua estrutura, inclusive aceitando melhor a sexualidade na adolescência, sexo antes do casamento e também a gravidez na adolescência. Portanto tabus, inibições e estigmas estão diminuindo e a atividade sexual e gravidez aumentando (Hechtman, 1989, Block et al., 1981; Lima et al, 1985; Almeida & Fernandes, 1998; McCabe & Cummins, 1998; Medrado & Lyra, 1999 ).

Por outro lado, dependendo do contexto social em que está inserida a adolescente, a gravidez pode ser encarada como evento normal, não problemático, aceito dentro de suas normas e costumes (Necchi, 1998).

A identificação com a postura da religião adotada se relaciona com o comportamento sexual. Alguns trabalhos mostram que a religião tem participação importante como preditora de atitudes sexuais. Adolescentes que têm atividade religiosa apresentam um sistema de valores que os encoraja a desenvolverem comportamento sexual responsável (Glass, 1972; Werner-Wilson, 1998). No nosso meio, nos últimos anos as novas religiões evangélicas têm florescido, e são , de modo geral, bastante rígidas no que diz respeito à prática sexual pré-marital. Alguns profissionais de saúde que trabalham com adolescentes têm a impressão de que as adolescentes que freqüentam essas igrejas iniciam a prática sexual mais tardiamente, porém, não há pesquisas comprovando essas impressões (Guimarães, 2001).

Fatores psicológicos e contracepção

A utilização de métodos contraceptivos não ocorre de modo eficaz na adolescência, e isso está vinculado inclusive aos fatores psicológicos inerentes ao período pois a adolescente nega a possibilidade de engravidar e essa negação é tanto maior quanto menor a faixa etária; o encontro sexual é mantido de forma eventual, não justificando, conforme acreditam, o uso rotineiro da contracepção; não assumem perante a família a sua sexualidade e a posse do contraceptivo seria a prova formal de vida sexual ativa (American Academy of Pediatrics, 1979; Zelnick & Kartner, 1979; McAnarney & Hendee, 1989; Stevens-Simon et al., 1996). A gravidez e o risco de engravidar podem estar associados a uma menor auto-estima, ao funcionamento intrafamiliar inadequado ou à menor qualidade de atividades do seu tempo livre. A falta de apoio e afeto da família, em uma adolescente cuja auto-estima é baixa, com mau rendimento escolar, grande permissividade familiar e disponibilidade inadequada do seu tempo livre, poderiam induzi-la a buscar na maternidade precoce o meio para conseguir um afeto incondicional, talvez uma família própria, reafirmando assim o seu papel de mulher, ou sentir-se ainda indispensável a alguém. A facilidade de acesso à inforrmação sexual não garante maior proteção contra doenças sexualmente transmissíveis e gravidez não desejada (Sumano, 1998; Campos, 2000).

Estudo realizado na emergência obstétrica de hospital em Porto Alegre revelou que das adolescentes com vida sexual ativa que usavam algum método contraceptivo, 41% o faziam de forma incorreta ou realizavam trocas indadequadas. Apenas 18% relataram o uso de condom. Entre aquelas que não utilizavam nenhum método anticoncepcional, como justificativa argumentavam: o desconhecimento dos métodos; não quere usar e desejar engravidar; não acreditavam que pudessem engravidar; não ter condições para comprar; ser alérgica; ter medo que os pais decubram; o parceiro não querer usar (Gobbatto et al., 1999).

Repercussões da Gravidez na Adolescência

Sobre a mãe adolescente

Existem relatos de que complicações obstétricas ocorrem em maior proporção nas adolescentes, principalmente nas de faixa etária mais baixa. Há constatações que vão desde anemia, ganho de peso insuficiente, hipertensão, infecção urinária, DST, desproporção céfalo-pélvica, até complicações puerperais (Rubio et al, 1981; Sismondi, et al, 1984; Black & Deblassie, 1985; Stevens-Simon & White, 1991; Zhang & Chan, 1991). Porém, devemos ter o cuidado de nos lembrar que esses achados se relacionam também com os cuidados pré-natais e desde que haja adequado acompanhamento pré-natal, não há maior risco de complicações obstétricas quando se comparam mulheres adultas e adolescentes de mesmo nível socioeconômico (Felice et al, 1981; McAnarney & Thiede, 1981; Madi et al, 1986).

Outro ponto doloroso dessa questão é a morte da mãe decorrente de complicações da gravidez, parto e puerpério; sendo que na adolescência, em estudo realizado no nosso meio, verificou-se ser esta a sexta causa de morte (Siqueira & Tanaka, 1986).

No tocante à educação, a interrupção, temporária ou definitiva, no processo de educação formal, acarretará prejuízo na qualidade de vida e nas oportunidades futuras. E não raro com a conivência do grupamento familiar e social a adolescente se afasta da escola, frente a gravidez indesejada, quer por vergonha, quer por medo da reação de seus pares (McGoldrich, 1985; Aliaga et al, 1985; Fernadéz et al., 1998; Souza, 1999).

As repercussões nutricionais serão tanto maiores quanto mais próxima da menarca acontecer a gestação, já que nesse período o processo de crescimento ainda está ocorrendo. O crescimento materno pode sofrer interferências por que há uma demanda extra requisitada para o crescimento fetal (American Dietetic Association, 1989). A inundação hormonal da gestação promoverá soldadura precoce das epifíses naquelas adolescentes que engravidaram antes de ter completado seu crescimento biológico, podendo ter portanto, prejuízo na estatura final. Lembramos ainda que na adolescência há necessidades maiores de calorias, vitaminas e minerais e estas necessidades somam-se àquelas exigidas para o crescimento do feto e para a lactação.

Dada sua imaturidade e labilidade emocional podem ocorrer importantes alterações psicológicas, gerando extrema dificuldade em adaptar-se à sua nova condição, exarcebando sentimentos que já estavam presentes antes da gravidez, como ansiedade, depressão e hostilidade (Friedman & Phillips, 1981). As taxas de suicídio nas adolescentes grávidas são mais elevadas em relação às não grávidas (Foster & Miller, 1980; Hechtman, 1989), principalmente nas jovens grávidas solteiras (Cabrera, 1995).

Sobre o pai adolescente

De modo geral, o pai costuma ser dois a três anos mais velho que a mãe adolescente. A paternidade precoce se associa com maior freqüência ao abandono dos estudos, à sujeição a trabalhos aquém da sua qualificação, a prole mais numerosa e a maior incidência de divórcios (OPAS, 1995).

Sobre o Concepto

Existem riscos, tanto fisícos, imediatos, quanto psicossociais, que se manifestam a longo prazo, nos filhos de adolescentes. Devido a dificuldade em adaptar-se à sua nova condição a mãe adolescente pode vir a abandonar o filho, dando-o à adoção, e quando o recém-nascido não é abandonado, está mais sujeito, em relação à população geral, a maus tratos.

A literatura mostra que há maior freqüência de prematuridade, de baixo peso ao nascer, Apgar mais baixo, doenças respiratórias, trauma obstétrico, além de maior freqüência de doenças perinatais e mortalidade infantil. Deve-se considerar que estes riscos se associam não só a idade materna, mas principalmente a outros fatores, como a baixa escolaridade, pré-natal inadequado ou não realizado, baixa condição socioeconômica, intervalos interpartais curtos (<>< 15 anos) ou quando a idade ginecológica for menor de 2 anos (Correa & Coates, 1993).

Epidemiologia da Gravidez na Adolescência

O aumento das taxas de gravidez na adolescência se deve, principalmente, às custas das faixas etárias mais jovens, em todo mundo.

Em 1980 o Brasil possuía 27.8 milhões de adolescentes entre 10 e 19 anos de idade, o que representava 23% da população geral. A taxa de fecundidade entre os 15 e 19 anos era de 11% . Nessa época, dos partos realizados pela rede do INAMPS, 13% eram de menores de 19 anos (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1980).

Conforme dados da Organização Panamericada da Saúde -OPS (1992), no começo da década de 80, 12,5 % dos nascimentos da América Latina eram de mães menores de 20 anos. A população de 15 a 24 anos (de alto risco para engravidar) chegou a 71 milhões em 1980. Estima-se que chegou a 86 milhões em 1990 e que no ano 2000 estaria em torno de 100 milhões de adolescentes. Isso indica que durante o período 1980 - 2000 a população de adolescentes na América Latina aumentaria aproximadamente 41,6%. A adolescente representaria, no ano 2000, 19% da população latino-americana. Na América Latina nascem 3.312.000 filhos de mães adolescentes por ano. A nível mundial, de cada 100 adolescentes entre 15 e 19 anos, 5 se tornam mães anualmente, o que eleva a 22.473.600 nascidos de mães adolescentes.

No Brasil, é no estrato social mais pobre que se encontram os maiores índices de fecundidade na população adolescente. Assim, no estrato de renda familiar menor de um salário mínimo, cerca de 26% das adolescente entre 15 e 19 anos tiveram filhos, e no estrato de renda mais elevado, somente 2,3% eram mães (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1988). Nas regiões faveladas do Recife, de cada dez mulheres que são mães uma é menor de 15 anos, sendo que 60% das mulheres têm menos de 20 anos de idade (Lima et al., 1990).

Em nosso meio, as taxas de gravidez na adolescência variam de serviço para serviço, mas estima-se que de 20% a 25% do total de mulheres gestantes sejam adolescentes, apontando que há uma gestante adolescente em cada cinco mulheres (Santos Júnior, 1999).

Estudo realizado em 1985, por Nóbrega et al. em nosso meio, mostrava que a distribuição de partos entre adolescentes de baixo nível socioeconômico-BNSE se dava da seguinte forma: 1,4% nas <>a que assiste basicamente a população de BNSE encontrou-se: 6.316 partos com recém-nascidos vivos no período, sendo que a população adolescente representava 24,4% do total e as menores de 15 anos 2,6% do total (Vitalle, 1993; Vitalle et al., 1997). Há, portanto, aumento da freqüência de gravidez na adolescência quando comparamos os dois trabalhos.

Rocha (1991), no Recife, encontrou 24,5% de partos na adolescência, em amostra de 5940 recém-nascidos vivos de BNSE, sendo que as menores de 15 anos representavam 0,5% do total e as de 15 a 19 anos 23,9% do total, dados muito semelhantes aos do Amparo Maternal (Vitalle, 1993), exceto pelas mães menores de 15 anos onde se observam percentuais maiores na população estudada em São Paulo, confirmando assim que a gravidez na adolescência está aumentando às custas, inclusive, das gestantes mais jovens.

Estudo de fatores de risco para verificar o surgimento de prematuridade e baixo peso, realizado no Município de São Paulo, mostrou que a adolescência não influencia a ocorrência de baixo peso, porém aumenta em 1,3 vezes o risco de ocorrência de prematuridade. Pode-se responsabilizar a inadequada condição econômica como o fator de risco mais importante na determinação de prematuridade e baixo peso, pois, controladas as demais variáveis (idade materna, tabagismo, cuidado pré-natal) encontrou-se o risco aumentado de 1,8 vezes de prematuridade e 2,1 vezes de baixo peso ao nascimento quando a parturiente provinha do baixo nível econômico (Vitalle, 2001).

A Organização Panamericana de Saúde atribui o aumento do número de filhos de mães menores de 20 anos de idade ao fato de que "o conhecimento sobre a relação sexual livre se difunde mais rapidamente entre os adolescentes, que o conhecimento sobre os efeitos biológicos e psicológicos adversos da gravidez nessa idade, tanto para a mãe quanto para o filho".

http://www.brazilpednews.org.br/set2001/bnpar101.htm

Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Doenças sexualmente transmissíveis (DST)

O que são doenças sexualmente transmissíveis (DST)?

Doenças sexualmente transmissíveis (DST), antigamente chamadas de doenças venéreas, são aquelas que você adquire ao ter contato sexual (vaginal, oral ou anal) com alguém que já tenha DST। Causadas por várias bactérias e vírus, mais de 20 doenças sexualmente transmissíveis afetam homens e mulheres। Ainda que algumas doenças sexualmente transmissíveis tenham cura, outras acompanham a pessoa por toda a vida (não têm cura). Doenças sexualmente transmissíveis podem afetar a saúde física, emocional e a qualidade de vida da pessoa. Especialistas acreditam que ter uma doença sexualmente transmissível eleva as chances da pessoa ser infectada com o HIV, o vírus que causa AIDS.

É muito comum a pessoa não apresentar sintomas das doenças sexualmente transmissíveis, na maioria das vezes nos estágios iniciais da doença। Isso pode ocasionar a falta de tratamento até que a doença fique severa. A falta de tratamento precoce pode causar problemas sérios como infertilidade. Algumas doenças sexualmente transmissíveis podem passar para o bebê durante o parto ou gravidez.

O que você precisa saber sobre doenças sexualmente transmissíveis?

Aqui estão algumas coisas que você precisa saber sobre doenças sexualmente transmissíveis:

  • Doenças sexualmente transmissíveis afetam homens e mulheres de todas as idades, etnias e classes sociais. Adolescentes e adultos jovens têm doenças sexualmente transmissíveis mais freqüentemente do que outra faixa etária. Isso porque eles têm relações sexuais mais freqüentes e com mais parceiros.

  • A quantidade de pessoas contraindo doenças sexualmente transmissíveis está aumentando.

  • Você pode estar com um doença sexualmente transmissível, não apresentar sintomas, e assim mesmo a passar para outra pessoa. Por isso os testes são tão importantes. Converse com seu médico sobre a realização de testes para doenças sexualmente transmissíveis, especialmente se você tem mais de um parceiro sexual. Lembre-se que você não precisa apresentar sintomas para fazer os testes.

  • Doenças sexualmente transmissíveis podem causar problemas sérios de saúde para toda a vida, os quais tendem a ser mais severos em mulheres do que em homens.

  • Algumas doenças sexualmente transmissíveis estão relacionadas a alguns tipos de câncer.

  • A mãe pode passar uma doença sexualmente transmissível para seu bebê antes, durante e logo após o parto. Algumas dessas doenças sexualmente transmissíveis pode ser facilmente curáveis, porém outras podem causar danos ao recém-nascido e ocasionar problemas para a vida toda ou até a morte.

  • Doenças sexualmente transmissíveis são tratadas com mais sucesso quando diagnosticadas cedo।

  • Há testes e muitos tratamentos para doenças sexualmente transmissíveis. Quando você tiver uma doença sexualmente transmissível é melhor procurar tratamento imediatamente. É importante saber que mesmo que o tratamento curar a doença sexualmente transmissível você pode tê-la novamente.

Há testes para doenças sexualmente transmissíveis?

Sim, há vários testes para doenças sexualmente transmissíveis. E a única forma de saber com certeza se tem alguma doença sexualmente transmissível é consultar seu médico para realizar os testes.

Como posso evitar as doenças sexualmente transmissíveis?

Há algumas coisas que você pode fazer para se proteger de doenças sexualmente transmissíveis:

  • A forma mais eficiente de prevenir qualquer doença sexualmente transmissível é a abstinência sexual. Retardar o início da vida sexual é outra forma de reduzir suas chances de ter doenças sexualmente transmissíveis. Estudos mostram que quanto mais jovem a pessoa tiver sua primeira relação sexual, mais chances terá de contrair doenças sexualmente transmissíveis. O risco de ter uma doença sexualmente transmissível eleva com o tempo à medida que a quantidade de parceiros sexuais aumenta.

  • Ter um relacionamento sexual com um parceiro que não tenha nenhuma doença sexualmente transmissível no qual há confiança mútua (significando que vocês não têm relações sexuais com outras pessoas).

  • Usar preservativo sempre que tiver relação sexual. Tenha ciência que o preservativo não oferece proteção completa contra doenças sexualmente transmissíveis, porém ele diminui suas chances de contraí-las. Saiba também que outros métodos anticoncepcionais (como diafragma, pílula anticoncepcional, etc) não o protegem contra doenças sexualmente transmissíveis. Caso você use algum desses métodos anticoncepcionais, certifique-se de utilizar preservativos para proteção contra doenças sexualmente transmissíveis. Clique aqui para comparar preservativos

  • Limitar a quantidade de parceiros sexuais. Seu risco de ter uma doença sexualmente transmissível aumenta de acordo com a quantidade de parceiros sexuais que você tem.

  • Não compartilhe agulhas de injeções. Isso inclui injeções de drogas ilegais (heroína e cocaína) e medicamentos. Se você for fazer uma tatuagem ou body piercing, certifique-se de que as agulhas estejam esterilizadas.

  • Quando estiver tendo uma vida sexualmente ativa, especialmente se tiver mais de um parceiro sexual, faça exames regulares para doenças sexualmente transmissíveis com seu médico। Quanto mais cedo uma doença sexualmente transmissível for detectada, mais fácil será o tratament

O que devo fazer se contrair uma doença sexualmente transmissível?

Algumas vezes a pessoa pode ficar muito amedrontada ou envergonhada para pedir informações e ajuda. Porém, tenha em mente que a maioria das
doenças sexualmente transmissíveis são fáceis de ser tratadas। O tratamento precoce da doença sexualmente transmissível é importante. Quanto mais rápido você procurar tratamento, menos chances terá de a doença sexualmente transmissível causar danos severos. E quanto mais cedo você avisar seu parceiro sexual que tem uma doença sexualmente transmissível, menos chance terá de espalhá-la. Para mulheres grávidas, o tratamento precoce também diminui a probabilidade de passar a doença sexualmente transmissível para o bebê.

Se você tem ou acredita ter uma doença sexualmente transmissível:

  • Procure por tratamento imediatamente. Estudos indicam que ter uma doença sexualmente transmissível aumenta o risco de ser infectado pelo HIV, o vírus que causa AIDS.

  • Siga as ordens médicas e acabe de tomar todos os remédios que lhe forem prescritos. Mesmo que os sintomas forem embora, você ainda assim precisa acabar de tomar os remédios.

  • Evite ter qualquer atividade sexual se estiver sob tratamento para uma doença sexualmente transmissível.

  • Certifique-se de contar para seu parceiro, de modo que ele também possa receber tratamento.

  • Tenha um teste de acompanhamento para certificar-se que a infecção foi curada (isso para as doenças sexualmente transmissíveis que pode ser curadas).

  • Se você estiver grávida avise isso ao seu médico. Alguns remédios não são seguros para grávidas e você pode precisar de medicamento diferente para o tratamento.

  • Se estiver amamentando, converse seu médico sobre o risco de passar a doença sexualmente transmissível para o bebê através do leite।



http://www.copacabanarunners.net/dst.html

Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Abuso infantil

O abuso infantil, ou maltrato infantil, é o abuso físico e/ou psicológico de uma criança, por parte de seus pais - sejam biológicos ou adotivos - por outro adulto que possui a guarda da criança, ou mesmo por outro adultos próximos à criança (parentes e professores, por exemplo).

O abuso infantil envolve a negligência por parte do adulto em cuidar do bem-estar da criança, como alimentação ou abrigo. Também comumente envolve agressões psicológicas como xingamentos ou palavras que causam danos psicológicos à criança, e/ou agressões de caráter físico como espancamento, queimaduras ou abuso sexual (que também causam danos psicológicos).

Os motivos do abuso infantil são vários, entre elas, destacam-se o alcoolismo e o uso de drogas ilegais. Muitas vezes, os pais/cuidadores da criança são pobres e/ou possuem pouca educação, e podem tentar impedir o acesso da criança aos serviços médicos necessários, evitando a descoberta do abuso por parte dos médicos.

Super-proteção dos pais em relação à criança é também uma forma abuso infantil, embora à primeira vista não o pareça, por possuir origens totalmente diferentes dos outros tipos de abusos.

Diferentes Manifestações da Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes

Violência doméstica física

Segundo Azevedo & Guerra (2007) Corresponde ao emprego de força física no processo disciplinador de uma criança ou adolescente por parte de seus pais (ou quem exercer tal papel no âmbito familiar como, por exemplo, pais adotivos, padrastos, madrastas)। A literatura é muito controvertida em termos de quais atos podem ser considerados violentos: desde a simples palmada no bumbum até agressões com armas brancas e de fogo, com instrumentos (pau, barra de ferro, taco de bilhar, tamancos etc.) e imposição de queimaduras, socos, pontapés. Cada pesquisador tem incluído, em seu estudo, os métodos que considera violentos no processo educacional pais-filhos, embora haja pondrações científicas mais recentes no sentido de que a violência deve se relacionar a qualquer ato disciplinar que atinja o corpo de uma criança ou de um adolescente. Prova desta tendência é o surgimento de legislações que proibiram o emprego de punição corporal, em todas as suas modalidades, na relação pais-filhos (Exemplo: as legislações da Suécia - 1979; Finlândia - 1983; Noruega - 1987; Áustria - 1989).

Violência doméstica psicológica

Segundo Azevedo & Guerra (2007), a violência psicológica também designada como "tortura psicológica", ocorre quando o adulto constantemente deprecia a criança, bloqueia seus esforços de auto-aceitação, causando-lhe grande sofrimento mental. Ameaças de abandono também podem tornar uma criança medrosa e ansiosa, representando formas de sofrimento psicológico.

Pode se manifestar como:
  • Isolamento emocional
  • Dificuldades de fala ou linguagem
  • Ausência de contato olho-a-olho
  • Medo (real ou aparente) da vítima em relação ao agressor(es)

Violência sexual

Segundo Azevedo & Guerra (2007), configura-se a violência sexual doméstica como todo ato ou jogo sexual, relação hetero ou homossexual, entre um ou mais adultos e uma criança ou adolescente, tendo por finalidade estimular sexualmente esta criança ou adolescente, ou utilizá-la para obter uma estimulação sexual sobre sua pessoa ou de outra pessoa. Ressalte-se que em ocorrências desse tipo, a criança é sempre vítima e não poderá ser transformada em ré. A intenção do processo de Violência Sexual é sempre o prazer (direto ou indireto) do adulto, sendo que o mecanismo que possibilita a participação da criança é a coerção exercida pelo adulto, coerção esta que tem raízes no padrão adultocêntrico de relações adulto-criança vigente em nossa sociedade... a Violência Sexual Doméstica é uma forma de erosão da infância.


Negligência

Segundo Azevedo & Guerra (2007, a negligência consiste uma omissão em termos de prover as necessidades físicas e emocionais e uma criança ou adolescente). Configura-se quando os pais (ou responsáveis) falham em termos de alimen[[Imagem:ExemImagem:Texto em itálicoplo।jpg]]tar, de vestir adequadamente seus filhos, de prover educação e supervisão adequadas, e quando tal falha não é o resultado das condições de vida além do seu controle. A Negligência pode se apresentar como moderada ou severa. Nas residências em que os pais negligenciam severamente os filhos, observa-se, de modo geral, que os alimentos nunca são providenciados, não há rotinas na habitação e para as crianças, não há roupas limpas, o ambiente físico é muito sujo com lixo espalhado por todos os lados, as crianças são muitas vezes deixadas sós por diversos dias. A literatura registra entre esses pais, um consumo elevado de drogas, de álcool, uma presença significativa de desordens severas de personalidade. Recentemente, o termo vem sendo ampliado para incorporar a chamada supervisão perigosa. [Cf. Azevedo, Maria Amélia e Guerra, Viviane N. de Azevedo (1998:184 e ss). Infância e violência fatal em família. São Paulo: Iglu]

Violência Doméstica Fatal 
Segundo Azevedo & Guerra (2007, a violência fatal é aquela praticada em família contra filhos ou filhas, crianças e/ou adolescentes, cuja conseqüência acaba sendo a morte destes। Tem sido denominada, impropriamente, de infanticídio (quando a vítima é um bebê em suas primeiras horas de vida), assassinato Infantil (homicídio de crianças no lar ou fora dele), ou filicídio (morte dos filhos praticada por pais consangüíneos ou por afinidade)। A impropriedade desses termos decorre do fato de serem: parciais, não cobrindo todo o espectro de vítimas e/ou agressores; genéricos, misturando, por vezes, sob uma mesma rubrica, mortes ocorridas dentro e fora da família, ou ainda, conceituações médicas com outras de caráter legal; camuflar dores da violência subjacente às ações ou omissões fatais praticadas em família.


Super-proteção

No caso de super-proteção familiar, os pais/cuidadores da criança muitas vezes são bem educados; o abuso neste caso é a super-proteção dado à criança, que a isola da sociedade। Motivos são vários, como alta criminalidade na região ou outro medo irracional dos pais. Este risco aumenta se a criança e a família vivem em lugares isolados como uma fazenda, por exemplo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Abuso_infantil

Tráfico de animais

De acordo com a legislação brasileira, o tráfico de animais é todo comércio ilegal de espécies que vivem fora do cativeiro, formando a fauna silvestre. Animal silvestre não é o doméstico, que já está acostumado a viver perto das pessoas, como os gatos, cachorros, galinhas e porcos, entre outros. O silvestre foi tirado da natureza e reage à presença do ser humano. Por essa razão, tem dificuldades para crescer e se reproduzir em cativeiro. O papagaio, a arara, o mico e o jabuti são exemplos de animais silvestres.

O tráfico de animais era prática muito comum nas Américas, quando na época do descobrimento. Nos séculos 15 e 16, os navegadores portugueses e espanhóis levavam todos os tipos de animais que encontrassem para a Europa. Pássaros tropicais de plumagem exuberante eram luxos que brilhavam nas cortes daquele tempo.
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Ainda hoje este fascínio é exercido por espécies raras em colecionadores do mundo inteiro, principalmente Estados Unidos, China e Europa, que pagam até milhares de dólares para ter animais ameaçados de extinção como peças particulares para serem mostradas.
Segundo pesquisa da Organização das Nações Unidas, o tráfico de animais é a terceira maior atividade ilícita no mundo, depois apenas do tráfico de drogas e armas. Estima-se que este mercado movimente algo em torno de 20 bilhões de dólares por ano. O Brasil concentra 10% deste movimento, com 2 bilhões de dólares por ano. Uma conjunção de fatores, como a pobreza e a fraca presença de fiscalização, mantém o País no topo do mercado.

Dener Giovani, fundador da organização não governamental Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), afirma que, “a pobreza força populações que vivem próximas às matas a vender seus habitantes para levantar recursos. A fraca fiscalização é garantia de impunidade”. A Renctas atua desde 1999 e publica relatórios sobre o tráfico de animais no Brasil. De acordo com Giovani, “o problema com o tráfico é que além de maltratar os animais, coloca em risco a sobrevivência de várias espécies. Porque um animal retirado de seu habitat não vai gerar mais descendentes. É uma ação que se propaga no futuro ao destruir potenciais gerações”.

Uma investigação do Congresso Nacional estimou que haja de 400 a 450 gangues que operam com tráfico de animais no País. O número de animais retirados de nossas matas, mares e rios para serem vendidos varia. A World Wildlife Fund (WWF) conta 12 milhões de animais traficados por ano, enquanto o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) calcula 38 milhões no mesmo período.

Cada uma das guangues que atua no tráfico de animais tem sua especialidade e seus mercados. Não existe um comando centralizado. A cadeia de suprimento é muito fragmentada. Começa com alguém de poucos recursos que ganha alguns reais para capturar um animal e se estende até o colecionador rico que paga milhares, às vezes até milhões de dólares por um animal selvagem.

Há ainda os intermediários, que transportam os animais e os entregam para pequenos atacadistas em feiras ao ar livre ou locais ilegais de armazenamento. Os grandes traficantes compram enormes quantidades de animais e os revendem para colecionadores, cientistas, circos, ou seja, uma extensa lista. Uma pesquisa conduzida pelo Ibope encomendada pela Renctas mostrava que 30% dos brasileiros têm ou já tiveram animais silvestres em casa। Isto significa 54 milhões de pessoas. Um mercado enorme. Papagaios, pássaros cantores e tartarugas estão entre os animais mais vendidos pelo comércio ilegal. As pessoas acreditam ser “normal” ter um papagaio dentro de casa. A Renctas estima que 60% do tráfico de animais no Brasil abastece o mercado doméstico e 40% é exportado.



http://pessoas.hsw.uol.com.br/trafico-de-animais.htm

Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Preconceito

Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, racial e sexual. De modo geral, o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial, chamada estereótipo, exemplo: "todos os alemães são prepotentes", "todos os americanos são arrogantes", "todos os ingleses são frios", "todos os baianos são preguiçosos", "todos os paulistas são metidos", etc.

Observa-se então que, pela superficialidade ou pela estereotipia, o preconceito é um erro.

Entretanto, trata-se de um erro que faz parte do domínio da crença, não do conhecimento, ou seja ele tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer questionamento fundamentado num argumento ou raciocínio. Agora podemos perceber porque há tanta dificuldade de combatê-lo. Ou, nas palavras do filósofo italiano:

"Precisamente por não ser corrigível pelo raciocínio ou por ser menos facilmente corrigível, o preconceito é um erro mais tenaz e socialmente perigoso".

Necessário também salientar, que há uma diferença substancial entre ter opinião ou formular um "conceito " (e não "pré-conceito") sobre qualquer assunto e o preconceito, em si. Eu posso, por exemplo, afirmar "preferir" negros a brancos (embora não abjete os últimos) sem que com isso esteja sendo "preconceituoso". O conceito, também, pode ser formulado com base em experiência reais e não apenas em opiniões.



Mais informações ? Basta Clikar aqui !

Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Fome no mundo: um problema sem solução ?

Resolver o problema da fome não depende só dos países em desenvolvimento.

Em 1974, durante a Conferência Mundial sobre Alimentação, as Nações Unidas estabeleceram que “todo homem, mulher, criança, tem o direito inalienável de ser livre da fome e da desnutrição...”. Portanto, a comunidade internacional deveria ter como maior objetivo a segurança alimentar, isto é, “o acesso, sempre, por parte de todos, a alimento suficiente para uma vida sadia e ativa”.

E isso quer dizer:
  • acesso ao alimento: é condição necessária, mas ainda não suficiente;
  • sempre: e não só em certos momentos;
  • por parte de todos: não bastam que os dados estatísticos sejam satisfatórios. É necessário que todos possam ter essa segurança de acesso aos alimentos;
  • alimento para uma vida sadia e ativa: é importante que o alimento seja suficiente tanto do ponto de vista qualitativo como quantitativo.
Os dados que possuímos dizem que estamos ainda muito longe dessa situação de segurança alimentar para todos os habitantes do planeta.



Quais são as causas?

A situação precisa ser enfrentada, pois uma pessoa faminta não é uma pessoa livre. Mas é preciso, em primeiro lugar, conhecer as causas que levam à fome. Muitos acham que as conhecem, mas não percebem que, quando falam delas, se limitam, muitas vezes, a repetir o que tantos já disseram e a apontar causas que não têm nada a ver com o verdadeiro problema. Por exemplo:

A fome é causada porque o mundo não pode produzir alimentos suficientes. Não é verdade! A terra tem recursos suficientes para alimentar a humanidade inteira.

A fome é devida ao fato de que somos “demais”. Também não é verdade! Há países muito populosos, como a China, onde todos os habitantes têm, todo dia, pelo menos uma quantidade mínima de alimentos e países muito pouco habitados, como a Bolívia, onde os pobres de verdade padecem fome!

No mundo há poucas terras cultiváveis! Também não é verdade. Por enquanto, há terras suficientes que, infelizmente, são cultivadas, muitas vezes, para fornecer alimentos aos países ricos!

As verdadeiras causas

As causas da fome no mundo são várias, não podem ser reduzidas a uma só. Entre elas indicamos:

As monoculturas: o produto nacional bruto (pib) de vários países depende, em muitos casos, de uma cultura só, como acontecia, alguns anos atrás, com o Brasil, cujo único produto de exportação era o café. Sem produções alternativas, a economia desses países depende muito do preço do produto, que é fixado em outros lugares, e das condições climáticas para garantir uma boa colheita.

Diferentes condições de troca entre os vários países: alguns países, ex-colônias, estão precisando cada vez mais de produtos manufaturados e de alta tecnologia, que eles não produzem e cujo preço é fixado pelos países que exportam. Os preços das matérias-primas, quase sempre o único produto de exportação dos países pobres, são fixados, de novo, pelos países que importam.

Multinacionais: são organizações em condições de realizar operações de caráter global, fugindo assim ao controle dos Estados nacionais ou de organizações internacionais. Elas constituem uma rede de poder supranacional. Querem conquistar mercados, investindo capitais privados e deslocando a produção onde os custos de trabalho, energia e matéria-prima são mais baixos e os direitos dos trabalhadores, limitados. Controlam 40% do comércio mundial e até 90% do comércio mundial dos bens de primeira necessidade.

Dívida externa: conforme a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a dívida está paralisando a possibilidade de países menos avançados de importar os alimentos dos quais precisam ou de dar à própria produção agrícola o necessário desenvolvimento. A dívida é contraída com os bancos particulares e com Institutos internacionais como o Fundo Monetário e o Banco Mundial. Para poder pagar os juros, tenta-se incrementar as exportações. Em certos países, 40% do que se arrecada com as exportações são gastos somente para pagar os juros da dívida externa. A dívida, infelizmente, continua inalterada ou aumenta.

Conflitos armados: o dinheiro necessário para providenciar alimento, água, educação, saúde e habitação de maneira suficiente para todos, durante um ano, corresponde a quanto o mundo inteiro gasta em menos de um mês na compra de armas. Além disso, os conflitos armados presentes em muitos países em desenvolvimento causam graves perdas e destruições em seu sistema produtivo primário.

Desigualdades sociais: a luta contra a fome é, em primeiro lugar, luta contra a fome pela justiça social. As elites que estão no governo, controlando o acesso aos alimentos, mantêm e consolidam o próprio poder. Paradoxalmente, os que produzem alimento são os primeiros a sofrer por sua falta. Na maioria dos países, é muito mais fácil encontrar pessoas que passam fome em contextos rurais do que em contextos urbanos.

Neo-colonialismo: em 1945, através do reconhecimento do direito à autodeterminação dos povos, iniciou o processo de libertação dos países que até então eram colônias de outras nações. Mas, uma vez adquirida a independência, em muitos continuaram os conflitos internos que têm sua origem nos profundos desequilíbrios sociais herdados do colonialismo. Em muitos países, ao domínio colonial sucederam as ditaduras, apoiadas pela cumplicidade das superpotências e por acordos de cooperação com a antiga potência colonial. Isso deu origem ao neocolonialismo e as trocas comerciais continuaram a favorecer as mesmas potências.

Quando um país vive numa situação de miséria, podemos dizer que, praticamente, todas essas causas estão agindo ao mesmo tempo e estão na origem da fome de seus habitantes. Algumas delas dependem da situação do país, como o regime de monocultura, os conflitos armados e as desigualdades sociais. Elas serão eliminadas, quando e se o mesmo país conseguir um verda-deiro desenvolvimento. Mas outras causas já não dependem do próprio país em desenvolvimento, e sim da situação em nível internacional. Refiro-me às condições desiguais de troca entre as várias nações, à presença das multinacionais, ao peso da dívida externa e ao neocolonialismo. Isso quer dizer que os países em desenvolvimento, não conseguirão sozinhos vencer a miséria e a fome, a não ser que mudanças verdadeira-mente importantes aconteçam no relacionamento entre essas nações e as mais industrializadas.

http://www.pime.org.br/mundoemissao/fomesolucao.htm

Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

S.O.S Santa Catarina !

Santa Catarina enfrenta uma das maiores catástrofes naturais da história, e todos que puderem fazer algo para ajudar serão bem-vindos. Até o presente momento foram confirmadas 84 mortes e 30 desaparecidos, mas a Defesa Civil estima mais de cem mortos. Outros 54.039 estão desalojados e desabrigados.



Registro de 54.039 desalojados e desabrigados, sendo 22.952 desabrigados e 31.087 desalojados.

São 85 mortes e 30 desaparecidos confirmadas e mais 1.500.000 afetados, além de oito municípios isolados — sendo 97.680 pessoas (São Bonifácio, Luiz Alves, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoa e Benedito Novo).

Ajude você também a reconstruir Santa Catarina, deposite qualquer valor nas agências citadas na imagem abaixo (clique na imagem para ampliar e ter uma melhor visão, não deixe de doar):

Mais informações:

http://www.curiosando.com.br/11/2008/apoio-as-vitimas-das-enchentes-em-santa-catarina/

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Aquecimento global: causas naturais ou não ?

Devido à poluição atmosférica e seus efeitos, muitos cientistas apontam que o aquecimento global do planeta a médio e longo prazo pode ter caráter irreversível e, por isso, desde já devem ser adotadas medidas para diminuir as emissões dos gases que provocam esse aquecimento. Outros cientistas, no entanto, admitem o aumento do teor do gás carbônico na atmosfera, mas lembram que grande parte desse gás tem origem na concentração de vapor de água, o que independe das atividades humanas. Essa controvérsia acaba adiando a tomada de decisão para a adoção de uma política que diminua os efeitos do aumento da temperatura média da Terra. O carbono presente na atmosfera garante uma das condições básicas para a existência de vida no planeta: a temperatura. A Terra é aquecida pelas radiações infravermelhas emitidas pelo Sol até uma temperatura de -27oC. Essas radiações chegam à superfície e são refletidas para o espaço. O carbono forma uma redoma protetora que aprisiona parte dessas radiações infravermelhas e as reflete novamente para a superfície. Isso produz um aumento de 43oC na temperatura média do planeta, mantendo-a em torno dos 16oC. Sem o carbono na atmosfera a superfície seria coberta de gelo. O excesso de carbono, no entanto, tenderia a aprisionar mais radiações infravermelhas, produzindo o chamado efeito estufa: a elevação da temperatura média a ponto de reduzir ou até acabar com as calotas de gelo que cobrem os pólos. Os cientistas ainda não estão de acordo se o efeito estufa já está ocorrendo, mas preocupam-se com o aumento do dióxido de carbono na atmosfera a um ritmo médio de 1% ao ano. A queima da cobertura vegetal nos países subdesenvolvidos é responsável por 25% desse aumento. A maior fonte, no entanto, é a queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, principalmente nos países desenvolvidos.

Plante uma árvore e faça a diferença

Para quem já passou dos 30 anos, comemorar o Dia da Árvore remete aos bons tempos de escola, a lembranças de uma época em que a data era tema de prova e festejada com brincadeiras fora da sala de aula. Hoje, mais do que uma data a ser decorada pelos alunos, o dia 21 de setembro passou a ser usado como alerta à preservação ambiental.

Muitas empresas, aliás, aproveitam o dia para lançar campanhas. Neste domingo, a concessionária NovaDutra, em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, irá distribuir mudas de árvores nativas da Mata Atlântica para quem passar pelos pedágios de Moreira César, em Pindamonhangaba (SP), e de Itatiaia (RJ), localizados na Rodovia Dutra.

Segundo a assessoria da NovaDutra, a previsão é de que sejam distribuídas 16 mil mudas - sendo 4 mil de ipê-roxo-de-bola, 4 mil de ipê-amarelo, 4 mil de pau-viola e 4 mil de ingá quatro quinas.

A iniciativa simbólica agrada aos especialistas. "Essa ação contribui com a formação da consciência do meio ambiente", acredita Antonio Carlos Humml, diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Por outro lado, Nilson Máximo, coordenador de Fomento Florestal da Fundação SOS Mata Atlântica, dá dois conselhos a quem irá aproveitar o presente para finalmente plantar uma árvore. "Primeiro, a pessoa tem que pensar onde plantar essa muda e, depois, avaliar com cuidado essa área para o plantio", afirma.

Se sua preocupação é colaborar com a arborização municipal, por exemplo, é fundamental entrar em contato com a Prefeitura da cidade para se informar sobre regras de plantio em calçadas, praças e parques públicos. E mesmo que você tenha um belo quintal, pedir orientação a um especialista pode evitar alguns transtornos. "O ideal é procurar um paisagista, engenheiro agrônomo ou florestal", aconselha Gustavo Habermann, professor de Fisiologia Vegetal do Departamento de Botânica da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Rio Claro.

Sim, fazer o bem para o Planeta dá trabalho. Mas, nem de longe, isso pode ser visto como empecilho. Afinal, imagine o impacto na qualidade de vida e no meio ambiente, se cada um de nós conseguisse plantar uma única árvore. O diretor do Ibama, Antonio Carlos Humml, esclarece que, além dos frutos e da sombra, a presença das plantas oferece muitos outros benefícios indiretos. O especialista enumera: as árvores capturam o CO2 do ar para fazer a fotossíntese (contribuindo para poupar a camada de ozônio), regulamentam o ciclo das chuvas e diminuem a erosão.

Plante uma árvore na sua casa

Nilson Máximo, coordenador de Fomento Florestal da Fundação SOS Mata Atlântica, dá dicas de como proceder ao plantar uma árvore no quintal ou jardim. Confira o passo-a-passo:

1. Identifique se o espaço para o plantio da muda é adequado. Para isso, você deve conhecer a árvore adulta (o seu tamanho e as suas necessidades)ou pedir a ajuda de um especialista.
2. Confira o manual hidráulico e elétrico da sua casa para descartar a existência de canos e fios embaixo da área escolhida para o plantio.
3. A cova para inserir a muda na terra deve ter 30cm de largura e profundidade.
4. Adube com produtos encontrados em supermercado ou em floricultura; restos de hortaliça, cascas de frutas e de ovos também podem ser usados.
5. Faça a irrigação de duas a três vezes por semana. O período mais indicado para o plantio é a partir da metade da primavera, por conta das chuvas.

http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI3196401-EI4787,00.html